Taxas de Juros e Anuidades
No entanto essa taxa é bem diferente das cobradas nos bancos e financiadoras. Essas levam em consideração o risco que têm em emprestar o dinheiro e por isso cobram uma diferença para essa taxa. Em um pai estável economicamente, o Governo é o mais confiável pagador e emprestar para outros representa um risco maior. Além disso, o empréstimo estará condicionado a impostos e seguros, entre outras taxas.
A inflação, dependendo da situação do país, é provocada pela baixa excessiva das taxas de juros. A redução das taxas leva a um aumento do consumo, devido à facilidade de financiar bens. Um país despreparado para o aumento da demanda pode ver seus bens escassearem, provocando assim um aumento de preços. Afinal, uma das regras básicas da Economia é: mais raro é o produto, mais alto é seu preço.
Através de emissão de títulos no mercado, o governo controla a oferta de moeda em relação a demanda, controlando consequentemente a taxa de juros. Ao vender títulos, O governo aumenta a oferta de títulos no mercado, e esses têm seu preço diminuído, provocando o aumento da demanda desses títulos, que, quando vendidos, retiram moeda da economia e aumentam a taxa de juros. Para se obter o resultado inverso, basta o governo comprar títulos, o que irá diminuir a oferta de titulo no mercado, elevar o preço destes, aumentar a oferta de moeda na economia e baixar a taxa de juros. Esse aumento ou queda da taxa de juros tem um impacto direto na economia, interferindo na expectativa de lucro dos empresários através de demanda agregada.
Como sugiram as taxas de juros
Foram encontrados documentos históricos datados de 3000 a.C. pertencentes à civilização Suméria que mostram um sistema formalizado de crédito baseados em grão e prata. Antes que existissem moedas, usava-se o peso para efetuar empréstimos de metal. Pedaços de metais usados em comercio nas civilizações de Tróia, Babilônia, Egito e Pérsia foram descobertos por arqueólogos. Bem antes que o empréstimo em dinheiro fosse criado, cereais e prata eram usados para empréstimos e transações comerciais
Varias teorias tentam explicar a existência dos juros. Uma que pode ser destacada é a teoria da escola Austríaca desenvolvida inicialmente por Eugen von Boehm-Bawerk. Essa teoria declara que os juros refletem as preferências temporais dos consumidores, sendo que as pessoas preferem consumir no presente do que no futuro.
Usura
Na Idade Média, emprestar dinheiro com a pretensão de receber um valor maior do que o emprestado após um tempo era considerado crime, chamado “crime de usura”.
No Brasil, o Decreto 22.626/1933 (conhecido como Lei da Usura) regula a taxa de juros e corresponde ao chamado “custo do dinheiro”, em outras palavras, o valor cobrado para emprestá-lo. Segundo a legislação brasileira, é vedado e passível de punição nos termos da lei, estipular em quaisquer contratos taxas de juros superiores ao dobro da taxa legal.
Nos juros compostos soma se os juros de cada período ao capital, e então os novos juros são calculados sobre esse montante. Por exemplo, o capital corresponde a R$100,00, e a taxa de juros é de 2%. Ao final do primeiro período o capital será de R$100, 00 e o valor dos juros de R$2,00. Para o calculo de novos juros, os R$2,00 serão somados ao valor do capital, obtendo-se então um novo valor de R$102,00, que será considerado para novo calculo do montante de juros no período seguinte (ou seja, juros de 2% sobre R$102,00, correspondentes a R$2,04). Os juros são capitalizados e, conseqüentemente, rendem juros.
Anuidades e Taxas associadas a um cartão de crédito
Geralmente, as administradoras de cartões cobram do cliente certo valor para que esse possa ter um cartão ou para renová-lo, chamado “anuidade”. Outras taxas cobradas, por certos bancos, são taxas referentes a aprovação de solicitação de cartão adicional, atraso de pagamento, saque emergenciais, ultrapassagem do limite de credito ou manutenção de cartão inativo.